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sábado, julho 24, 2004

Quero a minha Caloi!!! 

Boletim das Terras da Rainha
 
Desde que cheguei aqui, nas terras da rainha, venho investindo na melhor forma de ganhar a vida para pessoas como eu, que não dispõe de autorização de trabalho em passaporte.

Trata-se de uma forma de transporte sob bicicletas bastante comum aos turistas do West End, a região do buxixo de Londres.

Para me tornar um rider precisaria primeiro fazer o reconhecimento da área em que iria atuar e conhecê-la muito bem. A região do West End em si nao é muito grande, restringe-se ao quadrilátero definido entre as vias Regent Street, Trafalgar Squaire, Strand, Aldwych, Kingsway e Oxford Street.

Um dos filões desta atividade são os teatros, pois bem, em Londres há 56 deles e a grande maioria está localizada no West End. Visitei um a um anotando o espetáculo que estava passando em cada um deles.

Já sei o que está passando em cada um dos teatros, conheço também as principais estações de metrô por onde as pessoas chegam ao West End e os lugares mais badalados, mas ainda não tenho o principal: o instrumento de trabalho.

Fui à várias companhias, mas a história é sempre a mesma... Por enquanto não há nenhuma bicicleta disponível. Ligue na semana que vem.

Neste período há muita gente querendo pedalar nas bicicletas. Tem até meninas fazendo isso!!! No verão as companhias ficam com uma imensa lista de interessados em alugar suas bicicletas.

A concorrencia é grande e por conta disso precisei de comprar um celular para deixar uma forma de contato com as companhias.

Depois de muito insistir, conversando com diversos riders descobri um colombiano que estava disposto a dividir a sua bicicleta. Marcamos de ir à garagem da companhia já no dia seguinte. Lá, recebi as orientações necessárias para utilizar corretamente a bicicleta, já haviamos combinado todos os detalhes de como a iríamos dividí-la e até mesmo a forma de pagamento. Já estava tudo certo quando pediram me o passaporte...

Fiquei sem meia bicicleta, já que sequer tinha uma inteira só para mim.

Para que tal situação não fosse recorrente o jeito foi matricular me em uma escola de idiomas. Assim, deixaria de ser um turista para tornar me um estudante, e então, adquirir o direito de trabalhar. Pelo menos em tese... já que não vou encaminhar o meu passaporte ao Home Office, o departamento de imigração, tão cedo.

Vamos ver se engolem essa!!!

Por hora não desisti e já anuncio: Ainda quero a minha Caloi!!!
 

terça-feira, julho 13, 2004

Os senhores dos ares 

Boletim das Terras da Rainha

Se os céus da Inglaterra possuem algum dono ele é o corvo. Esta grande ave está sempre à espreita, em algum ponto alto, e presente em todos os parques da cidade.

São agressivos, suas investidas contra outros pássaros lhes rendem recursos alimentares sem muito esforço. Os corvos nem sempre precisam "saquear" as demais aves. Apesar de terem hábito solitário, com freqüência são vistos forrageando nos gramados em número elevado.

Bem, mas a intenção não é fazer um compêndio de ornitologia e sim, relatar um caso que tive a oportunidade de presenciar em um parque, não muito distante do centro da cidade.

Próximo às margens de um lago havia um filhote de pato, já com penas novas, deslocando-se com certa dificuldade e desgarrado de seus irmãos e mãe que estavam mais adiante.

Era um filhote condenado a não sobreviver, já que não dispunha de todo o vigor e sua frágil vitalidade aparente passou a atrair a atenção de alguns corvos que agora o cercavam.

Os corvos se revesavam nas tentativas de capturar o filhote pelo bico e alçar vôo enquanto se esquivavam dos ataques da mãe.

Insistiram nesta estratégia durante um bom tempo, mas o filhote não era suficientemente leve para que o carregassem por uma grande distância.

No fim os corvos só não se esbaldaram com o banquete porque após várias de suas tentativas, o filhote de pato acabou caindo em uma porção do lago em que eles não eram capazes de entrar.

Melhor sorte na próxima vez!!!

Embora crows (Corvus sp.) e blackbirds (Turdus merula) não sejam a mesma coisa, estes últimos também são bem populares aqui, nas terras da rainha.

Blackbird
The Beatles

Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise.

Blackbird singing in the dead of night
Take these sunken eyes and learn to see
All your life
You were only waiting for this moment to be free.

Blackbird fly Blackbird fly
Into the light of the dark black night.

Blackbird fly Blackbird fly
Into the light of the dark black night.

Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise.

domingo, julho 11, 2004

Um mercado milenar 

Boletim das Terras da Rainha

Neste sábado fui ao mais antigo mercado de Londres, o Borough Market. Este tradicional mercado inglês é similar aos nossos mercados municipais, mas com o aspecto de uma feira livre.

Lá encontra-se de tudo, pães, peixes, frutas, verduras, legumes, azeite, ervas e temperos, geléias, carnes, vinhos, os mais diversos tipos de cogumelos entre outras coisas. Há também barracas com comidas típicas de diferentes países da europa.

Mas o que mais me chamou a atenção foi o suco de grama! Ele é feito com o broto de soja triturado na hora e servido em um pequeno copo, talvez um terço da medida de um copo americano.

Deste não provei, mas vi uma garrafa de águardente, a nossa Pirassununga 51, pela bagatela de £ 15,25. De todas as cachaças que produzimos esta de longe nem é a melhor.

Produto nacional apreciado no mercado externo!!!

Isso é o Brasil caindo nas graças do europeu!!!



quarta-feira, julho 07, 2004

Sinalização 

Boletim das Terras da Rainha

Andar pelas ruas de Londres não é uma tarefa simples, a cidade é muito mal sinalizada e suas vias muito parecidas umas com as outras. Mesmo de posse de um mapa em mãos, toda vez que preciso ir à algum lugar pedalando acabo me perdendo.

Diferentemente do Brasil, onde em toda esquina há uma placa azul, com o nome da rua e a numeração das casas daquele quarteirão, aqui não existe um padrão para tanto.

Para começar que ela não é fixa à nenhum poste e sim às paredes dos edifícios. Em algumas ruas a placa é exibida no alto, em outras bem próximas ao chão, mas o pior mesmo é quando ela está a alguns metros depois de dobrada a esquina.

Veja só o quão útil é tal informação depois que você já entrou na rua errada!!! E tudo isso porque ela não estava ali, na esquina...

Pensa o quê, isso é que é coisa de primeiro mundo!!!




segunda-feira, julho 05, 2004

Portas de entrada e Minis 

Boletim das Terras da Rainha

Tenho uma nova paixão aqui nas terras da rainha! Na realidade não é uma, mas duas: Minis e portas de entrada das casas inglesas.

Os Minis surgiram nos anos 60 na Inglaterra como um novo conceito dos carros compactos versáteis.



Modelos mais antigos foram usados no seriado do Mr. Bean, produzidos por Rowan Atkinson.


Quase sempre pintada com tonalidades sóbrias e vitrais muito bem trabalhados, a porta de entrada é um elemento que dá um toque especial na arquiteruara inglesa.




Entre e fique a vontade, a casa é sua!!!

sábado, julho 03, 2004

Moda 

Boletim das Terras da Rainha

Se moda é uma questão de comportamento as européias devem deixar as brasileiras no chinelo!

As roupas que no Brasil seriam, digamos assim, ousadas, aqui são pra lá de conservadoras. E olha que o verão desta ilha faz frio e venta muito!

As mulheres daqui gostam de exibir suas longas pernas até alguns palmos acima do joelho em saias que até parecem terem sido adquiridas na sessão de vestuário infantil.

O tipo da mulher européia é alta, de pele e cabelos claros, com pouca bunda e os pés... Hmmm que coisa horrorosa!!! ...com pés enormes!

Apesar deste não tão pequeno detalhe do biotipo da européia elas ainda assim são muito atraentes!



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