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domingo, junho 06, 2004

Vida boêmia 

É, isso não podia dar certo mesmo... Ainda ontem fiz um estrago tremendo! Resultado da minha boemia associada ao pé-de-cana que estou virando.

Acordei tarde, mais de meio dia, e sem almoçar fui à Festa Junina do Colégio Ave Maria. Revi muitos amigos, professores, funcionários, irmãs e junto a isso tudo, cerveja e quentão. Lembranças recordadas de um tempo bom. Brindemos a isso então!!!

Algumas horas depois fui com alguns bons amigos desta mesma época à um churrasco. Chegando lá mais cerveja e vinho!

Com tanto álcool na cabeça o caldo começou a entornar... Dei em cima da irmã de um amigo, sai sem me despedir do anfitrião e o pior, não me lembro o por quê de ter ido embora. Como se não bastasse tudo isso ainda recebi uma ligação cujo conteúdo não saberia reproduzir. As 20:30, já em casa, fui dormir e dei o cano em uma guria que estava saindo...

Mas que dia cão!
Vacilão
(Zé Roberto)

Olha só o pé-quebrado que o sujeito arrumou!
É meu irmão,
Mas quem não escuta cuidado
Escuta coitado...

Aquilo que era mulher,
Pra não te acordar cedo saia da cama,
Na ponta do pé,
Só te chamava tarde, sabia teu gosto,
Na bandeja café,
Chocolate biscoito salada de frutas,
Suco de mamão,
No almoço era filé mignom,
Com arroz a la grega, batata corada,
Um vinho do bom,
E no jantar era a mesma fartura do almoço e ainda tinha opção
É, mais deu mole ela dispensou você,
Chegou em casa outra vez, doidão,
Brigou com a preta sem razão,
Quis comer arroz-doce com quiabo,
Botou sal na batida de limão,

Deu lavagem ao macaco, banana pro porco, osso pro gato,
Sardinha ao cachorro, cachaça pro pato,
Entrou no chuveiro de terno e sapato,
Não queria papo,
Foi lá no porão,
Pegou o “trêsoitão”,
Deu tiro na mão do próprio irmão,
Que quis te segurar,
Eu consegui te desarmar,
Foi pra rua de novo,
Entrou no velório pulando a janela,
Xingou o defunto, apagou a vela
Cantou a viúva mulher de favela,
Deu um beijo nela,
O bicho pegou a polícia chegou,
Um couro levou, e em cana entrou,
E ela não te quer mais
Bem feito

Aquilo que era mulher
É cumpadre, agora chora
Chora na cama que é lugar quente
Fala Zeca da cuíca

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