terça-feira, maio 04, 2004
Temporalidade e percepção da realidade
“O tempo destrói tudo” pareço estar obcecado por esta questão que permeia o meu imaginário: o tempo. Ultimamente tal temática ocupa um lugar de destaque em minhas conversas interiores, em meu encontro comigo mesmo. O interesse aumentou depois de ter assistido, ainda no início do ano, ao fortíssimo e igualmente belo Irreversível.
Filme de produção francesa à ser apreciado por poucos. Impróprio para pessoas de constituição fraca em função de seu conteúdo pesadíssimo. Não foi a toa que mesmo com idade recomendada para maiores de 18 anos, muitas pessoas deixaram a sala de cinema com o filme ainda em exibição. Logo no início, a tese de que o tempo destrói tudo é proposta ao público em uma sucessão de eventos de tirar o fôlego. Uma das características dele é que a estória não segue uma linha cronológica. O filme abre com o último acontecimento, o desfecho, e a partir daí as coisas acontecem de trás para frente, finalizando com os fatores motivadores das ações que se seguem.
São possíveis duas interpretações a partir de então. A primeira delas é que todos os conflitos podem ser acomodados, resolvidos ou mesmo aceitos com o tempo. Ou ainda, aquela que mais me parece interessante, o tempo é uma questão subjetiva e pode ser moldado de acordo com as circunstâncias. Cada qual tem a sua maneira de lidar com estes aspectos, a partir de então é passível de se destruir, ou melhor, de reconstruí-lo para melhor encarar a realidade.
A temporalidade, ou seja, a percepção da realidade, esta em muito relacionada ao modo como se dão nossas experiências anteriores. As ações todas passam a serem justificáveis, já que somos dotados da habilidade de costurar os eventos assim como nos convém. Deste modo, as conseqüências de nossos atos deixam de ser relevantes quando colocamos as causas em primeiro plano. E quando isso acontece passa a ser perigoso.
Deturpar o sentido de nossos atos, mascarando-os em nome de um nobre fator motivador é justamente o que deve ser observado muito atentamente. Esta é uma questão que dever ser analisada sob a luz da moral e da ética.
O preço deste exercício de ordenar a própria realidade é a eterna vigilância!
Filme de produção francesa à ser apreciado por poucos. Impróprio para pessoas de constituição fraca em função de seu conteúdo pesadíssimo. Não foi a toa que mesmo com idade recomendada para maiores de 18 anos, muitas pessoas deixaram a sala de cinema com o filme ainda em exibição. Logo no início, a tese de que o tempo destrói tudo é proposta ao público em uma sucessão de eventos de tirar o fôlego. Uma das características dele é que a estória não segue uma linha cronológica. O filme abre com o último acontecimento, o desfecho, e a partir daí as coisas acontecem de trás para frente, finalizando com os fatores motivadores das ações que se seguem.
São possíveis duas interpretações a partir de então. A primeira delas é que todos os conflitos podem ser acomodados, resolvidos ou mesmo aceitos com o tempo. Ou ainda, aquela que mais me parece interessante, o tempo é uma questão subjetiva e pode ser moldado de acordo com as circunstâncias. Cada qual tem a sua maneira de lidar com estes aspectos, a partir de então é passível de se destruir, ou melhor, de reconstruí-lo para melhor encarar a realidade.
A temporalidade, ou seja, a percepção da realidade, esta em muito relacionada ao modo como se dão nossas experiências anteriores. As ações todas passam a serem justificáveis, já que somos dotados da habilidade de costurar os eventos assim como nos convém. Deste modo, as conseqüências de nossos atos deixam de ser relevantes quando colocamos as causas em primeiro plano. E quando isso acontece passa a ser perigoso.
Deturpar o sentido de nossos atos, mascarando-os em nome de um nobre fator motivador é justamente o que deve ser observado muito atentamente. Esta é uma questão que dever ser analisada sob a luz da moral e da ética.
O preço deste exercício de ordenar a própria realidade é a eterna vigilância!
Filmes co-relacionados:
1. Irreversível
2. Amnésia
3. Cidade dos Sonhos
4. Pulp Fiction
5. Amores Brutos
6. 21 gramas
7. Corra Lola, corra
8. Clube da Luta
9. Matrix
10. Solaris
11. Spider - Desafie sua mente
12. Vanila Sky
13. O Sexto Sentido
14. Os Outros
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